Gustavo Lamartine(o cara da foto ao lado) é um dos compositores mais talentosos da nova geração potiguar. Nova, na verdade, em termos. O caba faz música desde o final dos anos 80 do século passado. Começou com a saudosa General Junkie, um dos ícones da história do rock daquele estado, sempre ao lado do figuraça Paulo Souto, parceiros de doideiras e criação ilimitada. Duo da melhor qualidade.Depois de alguns projetos musicais criados para incendiar a noite de Natal, Gustavo e Paulo criaram a DuSouto (http://www.dusouto.com/), atual formação(mais Joab Quental, Gabriel Souto e Júlio Castro), que faz um mix de eletrônica, rock e ritmos regionais. Depois de passarem por alguns festivais nacionais, chamando a atenção da crítica especializada, como o Humaitá pra Peixe, assinaram com a Nikita Music e botaram na roda o elogiado disco de estréia, que leva o nome da banda.
O lado da influência regional da dupla, que sempre me agradou mais e que, afinal, acaba sendo o diferencial do que se faz no Brasil inteiro, é o que salta na música “Moro na Esquina”, de Lamartine que, solo, inscreveu essa composição no simpático e boêmio festival MPBeco, no Beco da Lama, um dos pontos mais undergrounds e acolhedores de Natal. Com sua levada carimbó, ou algo parecido, a música é super-animada e tem um refrão contagiante. Deixo o link para baixar a música. Vá lá e curta:
http://mail.google.com/mail/?ui=1&attid=0.1&disp=attd&view=att&th=11a5574167b0937e
Cotação: 4



A banda The Indelicates tem sido bastante comentada nos blogs afetos ao indie rock. O nome da banda já me interessou de cara. É provocativo como o som proposto pelo duo inglês formado por Simon Clayton e Julia Clark-Lowes, ex-Pippetes. Já se imaginou você se autodenominado de “indelicado”? Mas, no fundo é o que são os dois ingleses nas letras sarcásticas e cheias de referência ao mundo efusivo dos rockstars, como em “Heroin” e “We Hate the Kids”, presentes em American Demo(2008).







Nossos pobres ouvidos não estão muito acostumados a experimentações sonoras. Esse universo musical, infelizmente, fica restrito a um público que tem uma bagagem que passa, só como exemplos, pela erudição de Bach e Bruckner e a modernidade de Bartok e John Cage. Os europeus, com sua milenar história, não estranham os exercícios pouco convencionais que alguns grupos do post-rock(expressão ussada para tudo que se faz de esquisito nessa área) realizam.
Minha amiga Leilane, que tem a elogiável sede de descobertas musicais, já havia me alertado sobre uma cantora francesa chamada Camille. Me deu inclusive uns exemplares de composições da moça para que eu ouvisse. E me surpreendi com a qualidade do que foi apresentado aos meus também insaciáveis ouvidos. Muito boa essa parisiense, pensei cá com meus botões. Pois, a impressão positiva se confirmou no complexo Music Hole(2008), terceiro de inéditas dessa irrequieta artista.
